Indústria inteligente é indústria com responsabilidade social

maio 10, 2023

Sustentabilidade e responsabilidade social são temas cada vez mais discutidos em todos os setores da sociedade, principalmente na indústria de alimentos e bebidas. O motivo é o grau de consciência maior das pessoas acerca do assunto, cobrando atitudes sólidas das empresas. É o que mostra a pesquisa desenvolvida pela agência Union + Webster de 2019, segundo a qual 87% da população brasileira prefere comprar de empresas sustentáveis e 70% não se importam em pagar um pouco a mais por isso.

Essa pressão positiva dos consumidores tem dado resultado, já que, segundo dados da CDP Latin America divulgados pela Prática ESG, o número de empresas brasileiras que divulgam informações de atuação e compromissos com a agenda de combate às mudanças climáticas aumentou 46% em 2021, saindo de 838 em 2020 para 1.227. Esses dados revelam um engajamento cada vez maior das companhias nas diretrizes ESG, que têm como base os pilares relacionados às práticas ambientais (environmental), sociais (social) e de governança (governance).

INDÚSTRIA SUSTENTÁVEL

Para Clarissa M. de Souza, diretora da Flos Ambiental, empresa especializada na prevenção de passivos ambientais e desperdícios de recursos naturais, responsabilidade social é tudo aquilo que aborda os relacionamentos que a indústria e as empresas têm com as pessoas/comunidades e o ambiente onde atuam, com foco no uso responsável e racional dos recursos naturais. “Produtos, serviços e atividades operacionais envolvidas na produção de uma indústria podem beneficiar a sociedade ou causar danos. Quando se tem um olhar sustentável, a busca é pela redução do desgaste gerado nas produções, como o uso de energia, a redução de emissão de poluentes e a geração de resíduos, o descarte consciente, entre outros pontos que vão desde a fabricação do produto até o seu consumo”, explica a executiva.

Clarissa acrescenta que quando a indústria tem a responsabilidade social como um pilar ela contribui para o desenvolvimento sustentável, para a saúde e o bem-estar da sociedade e ainda se mantém em conformidade com a legislação aplicável. “Em 2022, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou uma PR (Práticas Recomendadas) de ESG que contém critérios para as indústrias. É um documento que ajuda as empresas a estarem em conformidade com as melhores práticas sociais e de sustentabilidade. Grandes marcas já apresentam resultados muito positivos ao investirem em ESG, como a JBS (detentora das marcas Seara e Friboi), que, por meio do programa Fazer o Bem Faz Bem, já destinou mais de R$ 700 milhões nos últimos dois anos, criando um legado social nas comunidades onde suas indústrias estão inseridas”, conta a especialista.

Segundo Clarissa, outra empresa que tem feito ações muito positivas é a BRF (detentora das marcas Sadia e Perdigão), que doou, em 2021, mais de 451 mil itens de saúde às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e a hospitais, participando ativamente do enfrentamento à pandemia de Covid.

TENDÊNCIAS PARA A INDÚSTRIA BRASILEIRA

Implementar ações de sustentabilidade requer um diagnóstico de toda a cadeia produtiva dos insumos dos produtos, pois somente assim é possível identificar e qualificar toda a jornada de produção, passando também pelo caminho traçado pelos fornecedores. Nesse panorama, a tendência por parte da indústria é focar o consumo responsável e a busca pelo menor impacto possível.

“Por parte da indústria, a utilização responsável de recursos naturais, como água e energia, a compra de matéria-prima e o uso de insumos locais ou regionais, que são produzidos pelas comunidades do entorno, são formas de fortalecer as relações sociais. Além disso, há um grande esforço em comunicar essas ações aos consumidores, usando para isso canais de fácil acesso e repassando à sociedade informações fundamentais para que ela compreenda o conceito de consumo sustentável e também passe a selecionar produtos e serviços com critérios de responsabilidade social”, completa Clarissa.

NESCAFÉ DOLCE GUSTO NEO

Seguindo as boas práticas de ESG, a Nestlé lançou no Brasil a primeira cafeteira de cápsulas compostáveis: a Nescafé Dolce Gusto NEO, que une máxima qualidade, tecnologia de ponta e sustentabilidade.

Resultado de cinco anos de pesquisas inovadoras, a NEO usa a tecnologia SmartBrew que, ao se conectar ao celular, é capaz de identificar qual cápsula foi inserida em seu compartimento e ajustar parâmetros diferentes para extrair o café de forma perfeita, incluindo quantidade, temperatura da água e tempo de processamento. Caso o consumidor prefira incrementar sua experiência, personalizando a receita do café, ele pode ajustar os parâmetros de extração pelo app de Nescafé Dolce Gusto, que se conecta diretamente à máquina por Bluetooth e Wi-Fi.

As cápsulas de NEO são feitas com papel certificado pela organização não governamental FSC (Forest Stewardship Council) e um polímero biodegradável compostável, para que se decomponham como cascas de frutas: de forma natural e em cerca de seis meses. Elas possuem os selos OK Compost Home e OK Compost Industrial, que comprovam a compostagem doméstica e industrial pela certificadora ambiental TUV Áustria.

Ao passo que as cápsulas de NEO são compostáveis, feitas para desaparecer, as máquinas foram projetadas com foco na durabilidade. A partir do compromisso com a inovação sustentável de ponta a ponta, seu design resistente foi pensado para 10 anos de uso. A fim de evitar o desperdício e prezar o meio ambiente, cada máquina é feita com peças de alumínio e plástico reciclados e pode ser reparada com muito mais rapidez e facilidade que as comuns. Além do desligamento automático, que garante consumo eficiente de energia.

Não por acaso, o Brasil será o primeiro mercado consumidor do lançamento global e produzirá 100% das cápsulas feitas com papel, na fábrica sustentável de Nescafé Dolce Gusto, em Montes Claros (MG). Ao todo, são dez opções de café: seis da Linha Regular — Espresso Delicate, Espresso Dark, Lungo Dark, Ristretto Intense, Caseiro Delicate e Caseiro Dark; dois orgânicos: Lungo Cerrado Orgânico e Espresso Sul de Minas Orgânico; e dois da marca Starbucks: Americano House Blend e Espresso Roast.